A Plan International precisava responder a uma pergunta que parece simples e não é: o que a escola de Codó precisa ensinar sobre comida e sobre ambiente? Um currículo escrito de fora responde isso com boas práticas genéricas. Um currículo escrito a partir do território responde com o que aquelas famílias comem, plantam, compram e deixam de comer.
O que a Obiê fez?
Ouviu quem vive ali: cerca de 277 pessoas, entre 140 crianças em dez unidades escolares, 27 adultos em grupos focais, e questionários aplicados a famílias, professores e gestores públicos.
As crianças não entraram como ilustração. Entraram como fonte primária, com metodologia de grupo focal adaptada à idade, o que exige preparação, tempo e a disposição de tratar a resposta de uma criança de oito anos como dado, não como anedota. Todo o material foi tratado de forma agregada e sem identificação individual.
O que garantimos como resultado?
Relatório técnico, resumo executivo, apresentação em seminário e um conjunto de tópicos prioritários levados diretamente para a proposta curricular da rede municipal. O diagnóstico evidenciou os desafios estruturais que limitam práticas alimentares saudáveis no município, o tipo de constatação que muda o que se ensina, e não apenas como se ensina.
Na avaliação interna do projeto, a análise cruzada de questionários e grupos focais com adultos e crianças foi apontada como a melhor entrega, pela completude e pela relevância para a organização.
Escuta infantil feita com método vira insumo utilizável para política pública de educação.